quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tell me what to do, baby I will listen.

Frio, muito frio. Acabou o café, acabou os cigarros. A empregada não me deixa dormir, e eu não tenho nada pra fazer. haha. é.. semana de provas passou, fim de trimestre. Amanhã graças a deus é sexta (: e isso tá com cara daqueles posts-diários, lindo ein. shashuaihd.

You say that you’re broken
I just want to fix you
Tell me what to do, baby I will listen

Days that go unwritten
All the things you’re missin
Tell me what to do, and maybe I can fix it

Hollar if you want to, come on just
Say what you want to, you’re always disappearing
Hollar if you want to, come on just
Say what you want to, you’re always disappearing

(Say so, you want to)
(Say so, you want to )
(Hollar, you want to)
(Happy as one)

Still I believe you
I just wanna save you
Tell me what to do, maybe I will listen

Run Run if you want to
And you’ll find what you’re after
Tell me what to do, I’ll find all the answers
....
Say So
Uh Huh Her (:

segunda-feira, 26 de maio de 2008

But I am married to your charms and grace.


Mudei, optei pelo convencional, inovei. Ajudei quem podia, pisei em quem merecia, ao meu lado guardei apenas quem valia, e são poucos. Perdi graça em acreditar que palavras são suficientes, moldam ou constroem. Palavras nada dizem, nada sobre ti. Aprendi que com elas apenas formarei pessoas - e eu optei por aprender a vivê-las. Deixei de acreditar na busca constante de respostas, descobrir novas perguntas pode ser bem mais instigante. E, sinto muito, mas eu não sinto pouco. "E o medo de quebrar a cara, Alessandra, onde tu deixou?" Deixei enterrado, muito obrigado. Quem garante que não o faria ao tombar com o próximo muro que encontraria pela frente? O único medo que encontro por aqui é o medo de algum dia deixar de sentir por medo. E fácil te diria: quem deixa de sentir, deixa de viver. Perdi graça, perdi tudo, perdi nada e só aí descobri a graça em novamente tentar.

Eu não sei, eu sinto.

Postagem do dia 5 de Agosto de 2007.
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Eu admito, meu incentivo é o romance
Eu assisti a dança polar das estrelas
Nos alegramos, porque o sofrimento é tão indolor
Na distância dos carros que passam
Mas eu estou casado com seus charmes e graça
Simplesmente fico louco como nos velhos bons tempos
Você me faz querer pegar um violão
E celebrar os miríades modos como eu te amo.
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Interpol - Slow Hands.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Explodir com tudo, fumar todos os cigarros.

Precisava escrever. Meus dedos estavam coçando, gritando pra mim: alessandra, dá um jeito naquele blog, atualiza! Haha. Pois bem, aqui estou. Não é por falta de vontade; na verdade, precisava de algo pra postar, algo descente. Mas já voltei à estaca zero. Me sinto milhões de vezes mais burra quando passo uma semana sem ler alguma coisa, ou então, sem aula. Como nessa, semana de olimpíadas. O título é mais a minha vontade de que essa semana passe rápido, a saudade me consome e amanhã eu quero me jogar on the dance floor, e tenho dito.
Divagações inúteis e saudosismos amargos. Fim.

A cada suspiro seu
A cada movimento que você fizer
A cada ligação que você quebrar
A cada passo que você der
Eu estarei te observando
A cada simples dia
A cada palavra que você falar
A cada jogo que você brincar
A cada noite que você ficar.

Desde que você se foi fiquei perdido, sem rastros
Sonho de noite e só consigo ver o seu rosto
Olho ao redor mas você é insubstituível
Sinto-me frio e almejo seu abraço.

The Police - Every Breath You Take.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

I won't get mad when you say things are getting too hard.

Vim com um propósito de falar delas. Sim, das gêmeas. Tegan and Sara. Eu diria que com elas foi tipo amor a primeira vista. Ui, tá. Hahah. É, assim como as vezes eu não me identifico de cara com algumas bandas, com elas foi bem pelo contrário. Acho que vi elas a primeira vez na mtv, faz tempo, mas acho que foi. E hoje me peguei escutando, e pensei o quanto me faz bem. É. Na real, hoje tenho mais motivos pra escutar, porque ahnm.. me lembra alguém e fim.

Então, ao som de Living Room. Parece que essa música é de algum filme e sei lá, como se eu conhecesse de algum tempo atrás, é estranho. Achei essas fotos perdidas aqui, nem sei quando salvei, enfim..aí estão.

Mas mudando da água pro vinho, digo. Nesse domingo foi meu aniversário. Há. É, dia normal, enfim. Mas gostei, tive até um parabéns digno (no sábado pra domingo, depois da meia noite, er). E acho que se eu tivesse combinado alguma coisa não estaria tão bom. Pronto falei.

Me perguntaram como eu me sentia mais velha e cheguei a conclusão que eu não sei. Tive que escrever um texto na aula de Sociologia hoje, sobre o meu futuro e definitivamente não saiu nada produtivo. Só acho válido dizer que estou numa fase boa da minha vida, e como eu jurei a um amigo uma vez... "quero ter 15 anos pra sempre" (:

I Won't Be Left

Eu não vou errar com você por problemas comigo
Eu não vou deixar meus modos arruinarem isso, você vai ver
Eu não vou tirar todo o bom e levar pra longe
Eu não vou ser deixada sozinha dançando musicas do passado
Você ficaria em casa e manteria nossas lembranças quentes comigo?
Você daria todo seu amor por uma corrida no passado comigo?
Eu sei que você está triste mesmo dizendo que não está
Eu sei que você está assustada mesmo dizendo que não está
Eu não ficarei brava quando você disser que as coisas estão ficando difíceis
Eu não farei todo seu amor tão assustado pra vir através do nosso jardim
Eu não vou gritar em minha cabeça e deixar isso me isolar
Eu não vou ser deixada sozinha dançando musicas do passado.
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Finalmente acho que vou conseguir postar, porque olha... essa minha internet tá foda os últimos dias. Digo.

Beijos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Condicional.

Não me agüentei e tive que vir postar. Eu diria que post de segunda-feira é mais sagrado que o meu cigarro depois do almoço. Mas, continuemos. Não vim com uma idéia propícia para um post cheio de argumentos efusivos, mas também não quero que este se torne um post-diário. Então, achei mais válido ficar só com uma música, e dizer que hoje essa chuva foi boa pra acalmar os nervos, é.

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim.
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais,
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais!

Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei tão bem: existe alguém pra me libertar!

Beijo, e até a próxima.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Amy Winehouse, a diva contestada.


A culpa do consumo e da glamourização das drogas estaria ligada à propaganda gratuita promovida pelo estilo de vida das personalidades adeptas à bebida, cigarros e outros entorpecentes? Sim, diz a ONU. No mais recente relatório sobre o assunto, a ONU é categórica: "O fato de personagens famosos aprovarem um estilo de vida relacionado às drogas acaba glamourizando uma atividade ilegal e promovendo seu consumo". A maior vilã apontada pela organização é Amy Winehouse. Estrela da 50ª edição do Grammy, a cantora inglesa não é nenhum exemplo de bom comportamento. Fumante e reincidente em clínicas de reabilitação, adora misturas inusitadas, como vodca, uísque, ecstasy, remédio para cavalos e cocaína.

Donna Zero Hora, 16 de Março de 2008.



Amanhã é minha aula de violão e, por mais estranho que pareça as tardes de sextas-feiras, tem se tornado boas, e muito. É incrível como certas pessoas sabem fazer a gente sorrir com as coisas mais simples (: E ahnm, parabéns pra mim. Não fumo desde terça, é. E estou mal do fígado, estômago, sei lá. A base de chá e remédios. Uma hora eu iria ter de pagar por todos os tragos dos fins de semana, digo.

Ah, já esquecendo.. sobre a Amy.. lí a reportagem no jornal, resolvi postar aqui. E só pra constar.. They tried to make me go to rehab, but I said no, no, no..

shauishauhf. beijos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

I'm about to lose my worried mind.


A um tempo atrás li uma reportagem na internet que um amigo me enviou sobre o Led Zeppelin. Hoje parei pra pensar que nunca falei deles aqui, nem sequer uma foto coloquei. Pois bem, a reportagem é escrita pelo empresário deles, (obviamente traduzida) mas eu não lembro nomes, nem datas, faz muito tempo que eu li. Lembro que ele fala o quanto foi difícil para se intumar com os caras, que tudo aconteceu muito de repente, mas o quanto foi bom estar em turnê, viajando no mesmo avião que eles. Lembro também que ele chega a citar um show, em que o Page estava muito seqüelado. Ele pergunta pra Robert qual seria a próxima música. Robert responde, (não lembro qual música). Page chega a dizer que não lembrava como se tocava a música, aí Robert diz: então vamos tocar “essa”. E Page começa a tocar outra. Não sei se deu pra entender. Bem, é isso o que lembro da reportagem, sei que era enorme.
Sabe, não quero fazer uma comparação a uma pessoa que ganhou muito dinheiro com a fama, e que parte gastou em drogas. Só que, me passou pela cabeça que é preciso muito mais pra fazer da vida uma eterna loucura, e realmente fazer tudo valer a pena.
.
Hoje de tarde peguei meu mp3 e fui caminhar no sol pra me esquentar. Sem me dar conta, estava eu lá sorrindo, como uma boba. (Vontades que vem do nada.com, é.) Viajando com as minhas musiquinhas tolas e graças a deus esquecendo dos problemas. E depois, acabei na academia, dando uma de bailarina, mas refleti bastante. Já pela manhã, tive que escrever um texto romântico na aula de literatura. Resolvi não matar Mariana, Matheus realmente a amava. Digo. Percebi que apesar de alguma coisa ainda estar me incomodando, apesar da minha cabeça estar confusa, apesar de estar me achando uma louca, hoje foi um dia bom. E eu estive literalmente sozinha. Ficar sozinha me faz bem.

Trabalhando das sete às onze, todas as noites
Isso realmente faz da vida um saco
Acho que isto não está certo
Eu realmente, tenho bancado o perfeito idiota
Eu fiz o que pude
Pois eu te amo, baby
Como eu te amo, querida
Como eu te amo, baby
Como eu te amo, garota, garotinha
Mas baby
Desde que eu andei amando você
Estou a ponto de perder minha mente angustiada, oh yeah
.
Você se lembra mulher
Quando eu bati em sua porta?
Eu disse que você se atreveu a me falar
Que não me queria mais, é
Eu abro minha porta da frente
E escuto minha porta dos fundos bater
Você deve ter um desses
Amantes mais jovens
.
Since I`ve Been Loving You - Led Zeppelin

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Cause baby it's you.

Tentei começar esse post de todas as maneiras possíveis, mas só encontrei esta, de dizer que não sei por onde começar. Minha cabeça parece que não coordena mais minhas atitudes, e isso tem feito com que eu me revoltasse, e muito. (Fins de semana acabando forever and ever comigo, muita locuradoidera.gov, uy.) Esse é mais um daqueles dias, em que, tenho vontade de sumir. Não há cigarros e café que cheguem para que eu não fique tão angustiada. E o que eu vejo são só motivos pra reclamar, reclamar e reclamar. Há coisas me deixando feliz também, não sei onde quero chegar. Na verdade, posso chegar amanhã na aula com um sorriso forçado no rosto, que estará tudo bem e darei boas risadas com a turma. E até amanhã chegar o que eu faço? Bem, fico aqui me escabelando e pensando que estou ficando louca. Ohcels.

Beatles me acalma e me faz lembrar de coisas boas. O foda das segundas-feiras, é que penso que nada mais faz sentido; é como se só o fim de semana fosse o suficiente para algumas pessoas, mas elas não sabem a falta que me fazem durante a semana. Digo, é.

Não é o modo como você sorri que tocou meu coração
Não é o modo com que você me beija que me deixa em pedaços

Mas como muitas, muitas, muitas noites passaram
Eu fico em casa sozinho chorando por você
O que posso fazer
Não posso fazer nada por mim
A causa, baby, é você
Baby, é você

The Beatles - Baby It's You

sábado, 12 de janeiro de 2008

Que diabos tu tem dentro da cabeça?

Se não depender de mim, nada vai pra frente, definitivamente. Agora vejo, o quanto me arrependo em não ter dito, não ter tomado decisões, não ter tomado a iniciativa. Meu Deus, o que anda acontecendo comigo? Cabeça lerda, pequena, minúscula, invisível. Cansada de pensar. (Ela pensa?) Ou seria isso? O problema é eu, ou os outros? Os outros que não ligam a mínima? Não posso depender de ninguém, certamente. Ponho a mão no fogo por pessoas queridas, e sempre levo uma chibatada nas costas quando menos espero. Só idéia errada! Preciso me benzer.

Consumida pelo tédio, pilhada a fu pra sair para desfrutar de o que eu chamo de ‘emoções baratas’, desabafo e me despeço de vocês. Besito ;*
Por Alessandra, às 23h,39min. Com um copo de cerveja do lado do teclado, em pleno sábado à noite.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Nessa vida vão passar, pessoas como eu e você.

Entro no ônibus, já angustiada. Por que as piores brigas de mãe e filha tem de ser por motivos mais tolos do mundo? Ou nem tanto. Chuva forte na cidadezinha, pego meu livro e coloco os fones. Por instantes me desligo das crianças chorando, menos do cheiro forte de salgadinho. Atraso. "Amor, to chegando!" Meia hora depois. Mas enfim, sã e salva. Lá estava a me esperar com aquele olhar de cachorro sem dono, to aqui, to aqui. Abraço, beijo. Saudaaaade de doer. Táxi. Chuva, apartamento.

Embora todos os instantes ao teu lado passem muito depressa, não importa onde estivermos, mas sim a tua companhia. Quando começo a falar nisso, meus olhos ficam cheios de água. Não é bobagem o que sinto, e é um medo te perder. Fora o ciúme duentil. Mas isso é outra história. Todos os risos, olhares, músicas, gostos e cheiros. Momentos pelos quais eu não trocaria por nada nesse mundo, que foram, estão sendo e serão únicos. "Não importa o lugar, nem se a cerveja não esteja gelada.." Isso já ta parecendo uma despedida. Eu heim.
É meu bem, ninguém mandou vir pra minha cidadezinha, fazer festa. Sofra as conseqüências. Vai me aturar por muuuito tempo ainda. Inclusive as miguxas. hahah

"Amando sem fazer de conta
Querendo porque vai dar conta."

By me. 14:22h. ;*

terça-feira, 16 de outubro de 2007

"A mente ociosa é o Jardim do Diabo."

Estevão é o tipo de escritor de sucesso que ninguém conhece. Publica um livro por mês e, ainda assim, não freqüenta a lista dos best-sellers. Suas histórias são uma mistura bem dosada de paixões avassaladoras, crimes misteriosos, paisagens exóticas, e a cada nova história um novo nome aparece na capa, todos americanos. “A grande trepada por volta da página 40, o encontro final com o vilão, e o desenlace, a partir da 90.” Seu herói chama-se Conrad, e isso não muda, ele sempre se chama Conrad. Estevão não tem um pé, e mora só em um edifício. Há uma moça que vem para fazer a faxina duas vezes por semana, chama-se Lília, mas essa, sempre acaba em sua cama. Há também Dona Maria, a empregada. “Abaixa o rádio, dona Maria!” Estevão passa o dia batendo na velha máquina, e tentando não prestar atenção ao desfile de desgraças que o rádio da empregada lhe serve toda manhã. Um programa de auditório que parece durar o dia inteiro. Conflitos entre família: pai que matou a filha, filho que é maconheiro, o apresentador ajuda, dá conselhos, e o auditório aplaude. Assim vivia Estevão, até que certo dia um cara bate a sua porta e apresenta-se como inspetor Macieira. Surpreso, por não costumar receber visitas, ele o convida pra entrar. Ele também não tinha um pé, mas havia feito uma prótese, e andava normalmente. Ou quase. Estevão percebeu que ele mancava. Conversa vai, conversa vem, e ele dizia-se ser seu leitor constante e admirador. Estevão começou a testá-lo, pra ver se ele realmente lia seus livros. E não é que o filho-da-puta o lia mesmo? Perguntou-lhe também qual livro ele mais gostava, ele respondeu o último. Disse que era exatamente sobre esse livro que ele queria falar e que havia pego o seu endereço na editora. O inspetor ainda fez-lhe várias perguntas, de onde ele tirava suas idéias, se não eram baseadas em ninguém, e disse que tinha uma coincidência trágica, e falou sobre o assassinato de uma mulher no Jardim Paraíso, do mês passado. Mas ele não sabia de nada, pois não lia jornais. E a coincidência era que com o sangue da mulher morta esfaqueada, o assassino teria escrito coisas na parede em grego, curiosamente, como a história de seu último livro. Mas não passavam de coincidências, estranhas, mas coincidências. Depois de muita conversa, o inspetor ainda lhe pergunta se ele já estava escrevendo outro livro, e ele disse que sim. Que era a continuação do último, o Ritual Macabro. Com o mesmo herói, Conrad e com o mesmo vilão, o grego. Estevão conta-lhe o que já escreveu, até que Macieira despede-se, já estava tarde.
Depois da cena final do seu último livro, Conrad passa alguns messes num hospital. Quando começa o novo livro, ele está pronto pra sair do hospital. Recebe uma visita de uma mulher, linda, linda, linda, chamada Linda. Ela traz um envelope com dinheiro, dez mil dólares e um bilhete. O bilhete é do grego escrito apenas, “não desista”. Quando ele vai perguntar para a mulher o que significa aquilo, descobre que a mulher não está mais ali. Ninguém sabe quem é ela ou de onde ela veio. Ele sai do hospital, e sente uma grande nostalgia do mar. Procura Hennessy, seu melhor amigo, da Interpol. Diz a ele que vai tirar umas férias, que está enjoado de tudo e compra uma passagem para um cruzeiro de luxo. Lá, ganha uma aposta com um jogador de pôquer fanático, Mabrik. Um famoso negociante e vendedor de armas, conhecido entre o mundo da máfia. Mabrik fica lhe devendo um favor. Conrad também encontra Linda novamente. Sobre a brisa do mar, no lado de fora do navio, ouve-se uma voz suave cantar, é ela. Conrad queria saber onde o grego estava dessa vez, e sabia que ela tinha informações. Passa a noite com ela, uma “trepada” de muitas páginas. E descobre que o grego estaria agora com Ann, sua doce Ann. A jovem médica que queria casar com Conrad, mas que ele rejeitou, porque não queria envolvê-la na sua vida perigosa e instável. Conrad consegue que Mabrik traga um helicóptero de Chipre, ao navio. Para ir até Nova York atrás de Ann, já que ele o devia uma. Chegara a Nova York no começo da noite. De londres, telefonou para o escritório da Interpol em Nova York. Ficou sabendo que encontraram Hennessy morto no seu apartamento. Foi degolado e o criminoso depois escrevera uma palavra com seu sangue, na parede. “Anangke”. Necessidade cega. Conrad sabia que era mais uma do grego. Ele mata por necessidade cega. Ele mata porque precisa matar. Conrad alugou um carro no aeroporto de Kennedy e seguiu para casa de Ann, em Long Island. Sem sequer parar de pensar um segundo em Ann, em que ela não estava mais segura a essas horas. Ele estava certo. Mas a vida de Ann foi poupada.
O grego já tinha entrado na casa, e já tinha a faca na mão. Ele amarrara e amordaçara. E arrancara sua roupa. O grego desenhou a palavra “Omphalos” com a ponta da faca na barriga de Ann, de cima para baixo, de modo que o primeiro “o” era um círculo em torno do umbigo. Conrad nunca vira Ann, sua doce Ann, nua, por isso aquele gesto, abrindo o robe para que pudesse examinar a sua ferida quando chegou em sua casa. E ao mesmo tempo a ferida era uma estigma. O Grego vira a nudez de Ann antes dele. Conrad jamais veria o ventre de Ann na sua pureza original. O Grego apenas dissera que aquilo era uma mensagem para Conrad. “Ele saberá onde me encontrar”, dissera o Grego. Conrad pediu desculpas a Ann. Ela era a causa daquela tragédia, daquele horror que acabara de ver. Se tivesse matado o Grego aquilo não teria acontecido (Conrad já teve uma oportunidade mas não o matou). Mas agora perseguiria, e o mataria. “Não vá”, disse Ann, agarrando-se a Conrad. “Fique comigo!” Mas Conrad precisava ir. Aquela seria sua última aventura, ele prometia. Depois ficaria com ela para sempre. “Mas é o que ele quer, insistiu Ann. Ele é um louco, tudo isto para ele é um jogo, uma charada sangrenta feita por uma mente doentia, fique comigo!” O destino do Grego e o dele eram a mesma coisa, a charada era um designo antigo, o jogo era um jogo proposto há tempo, por outra mente obscura. Que jogo? “Só saberemos quando ele terminar”, disse Conrad. Talvez eu ganhe, talvez não. Mas preciso descobrir qual é o jogo. Ann foi para a casa dos pais no interior. Depois de comprar sua passagem, e ajuda-la a embarcar, Conrad foi para Manhattan. Ele mantinha um apartamento em Nova York. Conrad apenas tomou um banho rápido e saiu para as ruas. Só conseguia pensar em Hennessy degolado, e na barriga marcada de Ann e na obsessão do Grego. Passava da meia noite. Conrad vai até um bar perto do Times Square, o umbigo de Nova York. O bar não tinha nada de extraordinário mas servia seu uísque Glenlivet e seu gelo era redondo.Uma velha e um cara se metem em sua conversa com Conrad e o barman. Conrad só fica mais confuso. “Umbigo. Dor. Parto. A marca do parto. Geração. Gerações. Pais e filhos”. Uma discussão, e um enigma talvez sem fim.
“Meu sobrinho ta com remela dura” diz dona Maria ao chegar ao apartamento de Estevão. Ele joga seu café fora. Ao escrever sua aventura com Conrad, Estevão também fala muito de seu pai. De seu pai e de sua biblioteca. Seus dois irmãos, e a vontade que tinha em conhecer o mar quando era pequeno. O inspetor Macieira fez-lhe outra visita. Agora para anunciar a morte de Lília. Estevão tinha dado sua falta no dia seguinte mesmo, mas ficou muito, muito surpreso. Ele fora degolada. Quando Macieira bate na porta do casebre onde Lília morava, ele só ouviu o barulho de alguém se arrastando pelo chão. E outro barulho como de um gargarejo. Depois o barulho de um móvel caindo. Lília estava estendida no chão. Atrás dela, um rastro de sangue. Como um véu de noiva, um lençol de sangue. Ela tinha se arrastado até perto de uma mesa e virado a mesa. Em cima da mesa tinha livros. Livros de Estevão. Mesmo com o pescoço aberto, mesmo esguichando sangue do pescoço, ela teve forças para se arrastar até a mesa, derrubá-la e pegar um dos livros, marcando uma página. Estevão nem sequer sabia a cor dos olhos de Lília. Mal falava com ela. Sabia que ela também limpava a casa do Macieira e só. Macieira alega que esse crime teria acontecido conforme a morte de Ann no seu livro. Mas Estevão conta que decidiu não matá-la no seu livro, como havia dito para ele na sua última visita. Coincidências e mais coincidências. Macieira faz acusações, mas nada faz sentido. Estevão ainda diz que isso era absurdo, só porque Macieira teria lido suas histórias de quinta categoria, que por sinal falam de um crime igualzinho ao do Jardim Paraíso. “O autor inclusive fala na frase escrita em sangue na parede, coisa que ninguém sabia, pois a imprensa não deu, coisa que só a polícia e a faxineira sabiam. Além, claro, do próprio assassino. Macieira visita o autor do livro. Descobre que a faxineira que apagou a frase da parede é, por outra incrível coincidência, faxineira do autor. Macieira vai visitar a faxineira para descobrir qual é seu papel na trama. E então..”
Depois de mais um bom tempo de conversa, Macieira finalmente vai embora. Estevão pensa com satisfação: puxa, ela lia os meus livros. Chegou até desejar que a história do Inspetor fosse verdade só para que aquilo também fosse verdade. Ela o lia. Certamente sabia a cor dos seus olhos. Talvez até o amasse. Lília, Lília. Mas, ao trabalho. Estevão volta para sua máquina de escrever.
Conrad depois de muito pensar, resolve ir atrás de Vishmaru. Seu mestre. Que também poderia estar correndo perigo. Pegou um táxi para o aeroporto novamente, e de lá um avião para Londres. Ao chegar, vai do aeroporto pata estação de trem. Pegou o trem que o deixaria perto da casa de Vishmaru. Chegando lá, nem sinal do grego. Mas Vishmaru não estava, teria ido a um encontro importante na cidade. Diz Kabal, uma mulher que morava junto com ele na mansão, dando-lhe junto um envelope que fora entregue no portão naquela tarde. No papel, uma frase: "Essa noite, aja naturalmente". Depois uma palavra, "Sassur". Depois, a frase: "Às vezes só o que é preciso para desvendar um mistério é olhar para frente." E por último: "Ephifania: a última lição". Novamente o grego com seus jogos."Sassur". Conrad sabia que era o nome mágico das nove horas da noite. No trem de volta para Londres analisando o papel que o grego lhe deixara, começa a se perguntar: - Onde? Quando? Às nove horas, certo. Mas em que circunstância ele deve agir naturalmente? Ele deve fazer o que faz toda vez que chega a Londres, seria isso? O Slings and Arrows, o único pub de Londres com gelo redondo. Sim, era onde ele ia todas as noites. Agir naturalmente, em Londres, só poderia ser lá. Chegou ao seu pequeno apartamento em Londres, tomou um banho e seguiu para o Slings and Arrows, mas nem sinal do grego. Impaciente, sem ao menos ter comido nada ao sair de casa, (estava horas sem comer) começa a olhar em volta, procurar alguma pista, eram cinco pras nove. De repente, Conrad lembrou-se de uma coisa. Bem em frente ao bar, do outro lado da rua, tinha um restaurante grego. Como era o nome do maldito restaurante? Saiu para fora, e ali estava o restaurante. Bem em frente. Seu nome era Omphalos.Conrad entrou no restaurante, a iluminação era azul. O maître aproximou-se e perguntou se ele tinha reserva. Conrad não sabia, disse seu nome e o maître diz: - "Ah sim, Mr. James, às nove horas. Mesa pra dois. Seu amigo está lhe esperando." O grego estendeu-lhe a mão, mas Conrad não apertou. Sentou-se. Não quis comer. Foi uma longa conversa. Os enigmas, as charadas, o porquê de tudo isso. O porquê de matar as pessoas que Conrad mais gostava, tudo. O grego diz que elas precisavam morrer, e que agora era a vez de Conrad. Pediu para ele olhar para a mesa do fundo, e encontra Vishmaru, sorrindo bondosamente, com mais um e Mabrik, o negociante de armas. E Conrad levanta e vai até a mesa deles. E então, Conrad viu pela expressão dos três na mesa que alguma coisa muito feia tinha acontecido às suas costas. Quando se levantou e virou para trás já com a arma que tinha no blazer, viu muitos homens correndo na direção da escada, virando mesas e cadeiras, e viu o que os tinha espantado. O corpo do Grego estava estendido no chão, com uma faca na mão. A faca que ele enfiaria na nuca de Conrad se não tivesse sido interrompido pelo assistente de Mabrik, e que estava em pé ao lado do corpo, segurando uma foice. O corpo do Grego estava sem cabeça. Conrad procurou a cabeça do Grego com o olhar e finalmente localizou em cima de uma mesa, exatamente sobre uma travessa de carne de cordeiro. Macieria ainda fez mais uma visita à Estevão. Dessa vez, anunciando a morte do seu velho jardineiro, seu Joaquim. A editora viria na próxima semana para buscar seu último livro. Estevão enfim conta como perdeu o pé, conta do acidente na casa da praia de seu irmão. Conta da morte do pai, e que ele tinha traído sua mãe. Sem perceber, o que Estevão escrevia em seus livros de quinta categoria, era basicamente toda a sua vida real. Histórias e mais histórias. Seus livros empilhados em seu apartamento e a solidão. Estevão não sabia quando Macieira voltaria novamente, só sabia que havia um assassino solto na cidade. E o que ficava era o medo, medo de pensar que um dia alguém poderia bater a sua porta, e ele fosse o próximo.

Apenas é um resumo do livro O Jardim do Diabo - Luis Fernando Verissimo.
Trabalhinho de literaura, feito por mim. Resolvi postar.
Besitos ;**

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Eu encontrei, quando não quis mais procurar o meu amor!

"Conto os minutos pelo momento de nosso reencontro,
quando em paz nao ligarei mais para o tempo e apenas serei eu, aproveitando a tua companhia...
trancados em um cofre tomando café.

[ Quando não houver mais porque sentir saudade,
ainda assim sentirei saudade.
A saudade de ter pelo que sentir. ] "

Pelo meu poeta e agora compositor tbm. haha =)

"Ah, vai! Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora, pego carona
Pra te acompanhar "

Los Hermanos - Morena


Postado por mim, às 17:59. Kisses!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Ele pensa nela, ela tem saudade..

Bidê Ou Balde - Mesmo Que Mude

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


~> é sempre amor mesmo que mude?
eu vou mudar. vou gostar de coisas que ninguém nunca imaginou.
já não sei se tenho forças, mas vou tentar.
tem coisas que eu não quero mais saber o pq, no tempo não quero voltar nunca mais.
e o meu futuro, só Deus dirá.
By me. 18:01 h

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Meu passado e meu futuro, tudo vira bosta!

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber [...]

Rita Lee falando por mim :)
alguém quer café?

por aleh às 14:26h.

domingo, 5 de agosto de 2007

Não dá para controlar, não dá. Não dá pra planejar.

Mudei, optei pelo convencional, inovei. Ajudei quem podia, pisei em quem merecia, ao meu lado guardei apenas quem valia, e são poucos. Perdi graça em acreditar que palavras são suficientes, moldam ou constroem. Palavras nada dizem, nada sobre ti. Aprendi que com elas apenas formarei pessoas - e eu optei por aprender a vivê-las. Deixei de acreditar na busca constante de respostas, descobrir novas perguntas pode ser bem mais instigante. E, sinto muito, mas eu não sinto pouco. "E o medo de quebrar a cara, Alessandra, onde tu deixou?" Deixei enterrado, muito obrigado. Quem garante que não o faria ao tombar com o próximo muro que encontraria pela frente? O único medo que encontro por aqui é o medo de algum dia deixar de sentir por medo. E fácil te diria: quem deixa de sentir, deixa de viver. Perdi graça, perdi tudo, perdi nada e só aí descobri a graça em novamente tentar.

Eu não sei, eu sinto.


Lobão - Rádio Blá

Ela adora me fazer de otário
Para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica
Praticando sexo como jogo de azar
Uma noite ela me disse "quero me apaixonar"
Como quem pede desculpas a si mesmo
A paixão não tudo tem nada a ver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Eu te amo
Sua vida burguesa é um romance
Um roteiro de intrigas
Pra Fellini filmar
Cercada de drogas, de amigos inúteis
Ninguém pensaria que ela quer namorar
Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar.

Por Aleh às 23:24 . Bjos.